INEP, ENCCEJA
questão 24 de 26, número 26 na prova
O poeta da roça Sou fio das mata, cantô da mão grossa, Trabáio na roça, de inverno e de estio. A minha chupana é tapada de barro, Só fumo cigarro de páia de mío. [...] Não tenho sabença, pois nunca estudei, Apenas eu sei o meu nome assiná. Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre, E o fio do pobre não pode estudá. Meu verso rastêro, singelo e sem graça Não entra na praça, no rico salão, Meu verso só entra no campo e na roça, Nas pobre paioça, da serra ao sertão. [...] Eu canto o mendigo de sujo farrapo, Coberto de trapo e mochila na mão, Que chora pedindo o socorro dos home, E tomba de fome, sem casa e sem pão.
PATATIVA DO ASSARÉ. Disponível em: www.blocoonline. com.br. Acesso em: 7 set. 2013
(fragmento). Nesse texto, o poeta menciona um preconceito em relação à linguagem usada por ele em seus poemas. Esse preconceito é apresentado nos seguintes versos:
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… As perdas em vidas humanas foram mais consideráveis e estendidas à população civil”. O segmento abaixo que NÃO mostra uma interpretação de fatos é:
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“Que porcaria de operadora! Se fosse na cadeia aposto que tava funcionando!” Essa fala do preso mostra o emprego coloquial da língua portuguesa; em variante de norma culta, essa mesma frase seria:
… “As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida”.
Assinale a opção em que não está presente uma expressão ou termo indicativo de causa.
As opções a seguir apresentam frases que mostram uma visão irônica da educação, à exceção de uma. Assinale-a.
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