Conclui‐se da leitura do texto que, na modernidade líquida, — Questão 2 · CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA – 17ª REGIÃO – CRP-17/RN — Assistente Administrativo 2018 (Instituto Quadrix) Ir para o conteúdo
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Prova CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA – 17ª REGIÃO – CRP-17/RN — Assistente Administrativo 2018 (Instituto Quadrix)

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Instituto Quadrix, CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA - 17ª REGIÃO - CRP-17/RN

questão 2 de 26

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Texto para as questões de 1 a 9.

Desde a Renascença, o fenômeno da individualização vem se delineando de forma cada vez mais incisiva. A falência do Feudalismo e a ascensão do Capitalismo foram preponderantes nesse processo, levando o ser humano a migrar da vida pública para a privada, primeiro se refugiando no núcleo familiar e tendo‐o como referência identitária, posteriormente, estabelecendo sua identidade a partir do trabalho. Atualmente, diante da liquefação das relações de trabalho e de sua reverberação para o núcleo familiar, o indivíduo se vê órfão de uma referência identitária consistente. A presente reflexão resvala no fenômeno de liquefação social descrito pelo sociólogo polonês Zigmunt Bauman e em suas implicações para a vida humana nas suas diferentes esferas: vida pública; privada; relacionamentos humanos; mundo do trabalho; Estado; e instituições sociais. Segundo Bauman, a solidez das instituições sociais (do estado de bem‐estar, da família, das relações de trabalho, entre outras) perde espaço, de modo cada vez mais fugaz, para o fenômeno da liquefação. Consequentemente vivemos um tempo de transformações sociais aceleradas, nas quais as dissoluções dos laços afetivos e sociais são o centro da questão. Relacionamentos voláteis e fluidos remetem a uma sensação de leveza, descompromisso e liberdade. A outra face dessa suposta liberdade surge com a descoberta de que a completa individualização é um mito moderno e com a emergência de sofrimentos advindos, por um lado, das tensões e frustrações dessa descoberta, por outro, da criação de estratégias de sobrevivência próprias da modernidade líquida que perpassam por uma aparente cortesia e que redundam em sintomas como depressão, angústia, solidão, desamparo e desterritorialização. Diante disso, mostra‐se pertinente analisar o uso de estratégias de cortesia a que recorrem os sujeitos, particularmente, no ambiente de trabalho e o sentimento de solidão oriundo dessas relações pessoais de polidez e do esgarçamento do tecido social, que produz sofrimento e adoecimento, tornando‐se, portanto, um problema de saúde pública.

Internet: <redehumanizasus.net> (com adaptações).

Conclui‐se da leitura do texto que, na modernidade líquida,

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