Prova Conselho Regional de Técnicos em Radiologia da 12ª Região (CRTR-12) — Agente Fiscal 2021 (Instituto Quadrix)
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Instituto Quadrix, Conselho Regional de Técnicos em Radiologia da 12ª Região (CRTR-12)
questão 6 de 40
Texto de apoio
Texto para as questões de 1 a 9.
Em 1895, na Alemanha, Wilhelm Conrad Roentgen realizou a primeira imagem radiográfica da história: um raio-X da mão direita de sua esposa. A partir de então, a radiografia se estabeleceu como um exame complementar essencial para a prática de serviços de saúde, sendo hoje capaz de gerar imagens cada vez mais nítidas com a emissão de uma quantidade bem menor de radiação e tempo mais curto de exposição aos raios-X, principalmente com o surgimento da radiografia digital.
Na radiografia convencional, os fótons de radiação emitidos interagem com as matérias do organismo humano para gerar imagens. Os raios-X são parcialmente absorvidos pelo organismo e o restante consegue atravessar a matéria, chocando-se contra o filme radiográfico. Nesse momento, os sais de prata ali contidos são sensibilizados e queimados. Como cada estrutura do corpo humano (tecido adiposo, músculo, osso, tecido pulmonar areado e outras) absorve uma quantidade diferente da radiação, o filme é queimado de acordo com esse padrão. Dessa forma, acaba sendo gerada uma imagem sobreposta de todas as estruturas atravessadas pelos raios no caminho.
Para que a imagem se torne visível, no entanto, é necessário que o filme seja revelado e gere representações em tons de cinza. Nessa paleta, as tonalidades mais próximas ao branco representam materiais densos, que absorveram toda a radiação e impediram que o filme se queimasse. Já os tons mais escuros indicam que a maioria dos raios-X conseguiram atravessar a estrutura e queimar o filme, representando, dessa maneira, estruturas pouco densas. A radiografia digital se baseia nos mesmos princípios de emissão de raios-X e de interação com o organismo humano. A diferença está apenas no modo de captura e processamento dos raios que atravessam a matéria para gerar a imagem. Nesse caso, não há necessidade do uso de placas de filme nem do processo de revelação. Na radiografia digital direta, o raios-X são capturados por uma placa de circuitos sensíveis à radiação, que gera uma imagem digital e a envia ao computador na forma de sinais elétricos. Uma vez no computador, a imagem pode ser processada, enviada para os profissionais de saúde, armazenada ou até mesmo impressa. Já na radiografia digital indireta, os raios são capturados por uma placa de fósforo que deve ser escaneada a fim de que a imagem seja transmitida ao computador. A partir daí, ela pode ser processada e destinada para os mais diversos locais, da mesma forma que a radiografia direta.
Na radiografia convencional, para que uma boa imagem seja gerada, é necessária a emissão da quantidade correta de radiação. Um erro na dose pode gerar uma imagem muito ou pouco penetrada, o que afeta a precisão na identificação de lesões. E, ainda, considerando-se que a nitidez e o contraste da imagem radiográfica convencional são naturalmente baixos, para que seja gerada uma imagem da mesma qualidade que a obtida na radiografia digital, o paciente é exposto a uma quantidade maior de radiação.
A imagem gerada pelo sistema digital é superior à obtida na radiografia convencional quanto à nitidez, ao contraste, aos detalhes e à diferenciação de densidades, por isso o tempo de exposição do paciente à radiação é menor, o que não apenas reduz os riscos do exame para o paciente, como também torna o ambiente de trabalho mais seguro para o técnico. Além disso, a imagem é imediatamente gerada no computador e pode ser rapidamente encaminhada para o médico radiologista, que emite o laudo para um especialista remoto ou para o médico responsável pelo paciente dentro da instituição, que já pode, então, proferir o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, o que confere maior agilidade e eficiência a todo o processo de cuidado médico.
Internet: <https://mv.com.br> (com adaptações).
Considerando os mecanismos de coesão no texto, assinale a alternativa em que há correta correspondência entre o termo ou a expressão destacados e o respectivo elemento de referência.
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