Soneto XXXI Longe de ti, se escuto, porventura, Teu nome, que uma boca… — Questão 42 · ENADE 2011 — Letras (INEP) Ir para o conteúdo
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Prova do ENADE 2011 — Letras (INEP)

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INEP, ENADE

questão 11 de 13, número 42 na prova

Soneto XXXI

Longe de ti, se escuto, porventura, Teu nome, que uma boca indiferente Entre outros nomes de mulher murmura, Sobe-me o pranto aos olhos, de repente...

Tal aquele, que, mísero, a tortura Sofre de amargo exílio, e tristemente A linguagem natal, maviosa e pura, Ouve falada por estranha gente...

Porque teu nome é para mim o nome De uma pátria distante e idolatrada, Cuja saudade ardente me consome:

E ouvi-lo é ver a eterna primavera E a eterna luz da terra abençoada, Onde, entre flores, teu amor me espera.

BILAC, O. Melhores poemas. Seleção de Marisa Lajolo. São Paulo: Global, 2003, p. 54.

Olavo Bilac, mais conhecido como poeta parnasiano, expressa traços românticos em sua obra. No soneto apresentado, o traço romântico observado é a

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