Prova Consórcio Público para Gestão Integrada — Médico Veterinário 2022 (Instituto Access)
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Instituto Access, Consórcio Público para Gestão Integrada
questão 1 de 17
Texto de apoio
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 01 a 10.
O que se sabe sobre casos suspeitos de varíola dos macacos no Brasil O Ministério da Saúde afirmou na segunda-feira (30/5) que investiga dois casos de varíola dos macacos no Brasil. Um deles em Santa Catarina e outro no Ceará.
Em nota enviada à BBC News Brasil, a pasta informou ainda que "não há casos confirmados da varíola dos macacos" no país e que "está em contato com Estados para apoiar no monitoramento e ações de vigilância em saúde". Veículos de imprensa chegaram a noticiar que também há um caso suspeito no Rio Grande do Sul. No entanto, a Secretaria da Saúde do Estado negou a informação. "Não existe caso suspeito até o momento no Estado. Todos os pacientes seguem sendo monitorados de forma técnica e, se for enquadrado no quadro clínico, será suspeito", informou a pasta por meio de nota.
Um estudo conduzido por cientistas ligados aos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) alertou em 2018 que o "ressurgimento da varíola dos macacos na Nigéria" era "uma preocupação global de segurança sanitária".
Até o momento, mais de 200 casos foram registrados em ao menos 21 países fora da África, onde a doença é endêmica em alguns locais.
Ainda que os surtos atuais da doença tenham sido contidos, o surgimento de cada vez mais casos em diferentes localidades tem gerado preocupação.
No entanto, embora as autoridades de saúde apontem que ainda não há muitas informações sobre os novos surtos e suas possíveis vias de transmissão, elas garantem que atualmente não há motivo para pânico nem grandes riscos para a sociedade.
"É importante enfatizar que a varíola não se espalha facilmente, e o risco para as pessoas em geral é bastante baixo", disse Nick Phin, vice-diretor do Serviço Nacional de Infecção do departamento de Saúde Pública do Reino Unido. Michael Head, pesquisador em saúde global da Universidade de Southampton, diz que, apesar de lacunas sobre o que se sabe do surto atual, ele não acha que as pessoas precisem temer níveis de infecção como ocorreu na pandemia de coronavírus.
"Seria muito raro vermos mais do que alguns casos em cada surto. E definitivamente não veremos níveis de transmissão no estilo da covid-19", disse ele ao Science Media Center.
O infectologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Marcos Boulos disse em entrevista à BBC News Brasil que ainda é necessário entender qual o nível de disseminação da doença entre os humanos.
Mas afirmou que é importante que o Brasil adote medidas para prevenir que pessoas infectadas entrem no país. "A doença precisa ter mutação para se adaptar aos humanos e possibilitar uma transmissão via oral muito intensa. Mas a chance é real porque a pessoa infectada viaja e pode acabar chegando aqui. Por isso, é necessária uma rígida vigilância, principalmente nos aeroportos, monitorando sintomas respiratórios e a febre", afirmou.
Questionado pela reportagem, ele disse que acha improvável que a doença se dissemine na mesma dimensão que a covid-19, mas que uma mutação humana poderia desencadear uma transmissão em massa.
"Eu não acredito nisso, mas nada é impossível. Estamos num ambiente onde temos uma comunicação íntima com o meio ambiente, com uma invasão cada vez maior de regiões habitadas por animais. Mas há o risco de haver uma transmissão importante, como a dos morcegos com o coronavírus", afirmou.
(https://www.msn.com/pt-br/saude/medicina/o-que-se-sabe-sobre-casossuspeitos-de-var%c3%adola-dos-macacos-no-brasil/ar-AAXTh9L?ocid=msedgntp. 30/5/22)
Em relação às ideias do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:
- I. Como não há casos confirmados da doença no país, não há como saber se sua transmissão se dará de forma rápida ou lenta.
- II. A conclusão de que o risco é pequeno, não gerando motivo para pânico, se dá em função da baixa transmissibilidade do vírus.
- III. Embora a imprensa tenho noticiado casos da doença no país, ainda não houve confirmação pelos órgãos nacionais ou estrangeiros de controle da saúde pública.
Assinale
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