INEP, ENADE
questão 22 de 26, número 31 na prova

Sem Título, sem data, de Ibã Huni Kuin e Mana Huni Kuin (Mahku). Foto: Eduardo Ortega.
Disponível em: Acesso em: 19 jun. 2022
Na cosmovisão indígena do povo Guarani, a realidade não estava cindida. Não havia separação entre os deuses e a humanidade, eles ainda viviam no paraíso e havia harmonia entre a humanidade e a divindade. Para o povo Guarani, o sentido de pecado estava relacionado com a vida e não com a realidade espiritual. Neste mito fundante, não há um julgamento ou condenação na vida após a morte; pelo contrário, nela acontece o feliz reencontro com o sagrado. Assim, não há motivos para temer a morte e o porvir. Para o povo Guarani, a morte é o desfecho maravilhoso da vida.
CHAMORRO, G. Teologia Guarani. Quito-Equador: Abyayala, 2004 (adaptado).
Considerando a pintura à luz da temática abordada no texto, avalie as afirmações a seguir.
- I. A serpente apresentada na pintura possui papel principal como antagonista do homem e da criação.
- II. A pintura permite identificar uma característica comum à mitologia Guarani citada no texto de Chamorro.
- III. A perspectiva apresentada permite identificar as divisões na pintura como influências da cosmovisão eurocêntrica de uma realidade cindida.
- IV. A pintura apresenta uma compreensão da espiritualidade indígena em harmonia com a natureza.
- V. A harmonia descrita do texto e presente na pintura possibilita a releitura de outras tradições religiosas.
É correto apenas o que se afirma em
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